Elisa estava
sentada num banquinho de praça e aparentemente estava muito triste, à sua
direita uma moça passa correndo para pegar um ônibus.
- Motorista, hey motorista espere.
O motorista parou e ela correu mais depressa, deixando cair
um livro de sua bolsa, bem rapidamente Elisa se levantou, e correu para pegar o
livro e entregar a sua dona, porém já era tarde demais, a moça entrou dentro do
ônibus, ao qual já havia fechado a porta.
Elisa olha para o livro o título era "As Aventuras de
Robinlux", ela passou a lê-lo, então depois de alguns minutos lendo, não
estava mais triste. Sentada ainda no banco da praça, viu um senhor com uma
bengala, andando com dificuldade porém, por causa de uma pedra no caminho, se
desiquilibrou e caiu, Elisa corre para ajudá-lo.
- O senhor está bem?
- Sim, muito obrigada minha jovem.
- Por nada, aprendi num livro que eu devo ter pelo menos 10
obrigadas por dia, agora só faltam 9.
E saiu feliz fazendo gentilezas. O senhor ficou feliz também
e continuou sentando na praça e percebeu que a menina deixara o livro, ele
então leu. Depois passou uma moça com um carrinho de bebê, o bebê porém estava
aos berros, o Senhor bondoso aproximou- e disse.
- Seu bebê tão novinho e tão tristinho.
- O que o Senhor acha que devo fazer?
- Olha acabei de ler um livro muito interessante e aprendi uma
coisa com ele, que devemos ajudar a quem quer que seja, leve o livro com a
senhora e leia para a criança, aposto que ela vai adorar a história. Entrega o
livro na mão da moça.
- Muito obrigada senhor, não sei nem como agradecer.
- Só precisa ler para seu filho.
A moça chegou em casa,
a noite o bebê continuou a chorar, a mãe então leu a historinha do livro que o
senhor tinha dado a ela, e mamãe e filho amaram a historinha e enfim
adormeceram.
Na manhã
seguinte, o bebê estava ótimo, a mamãe ficou muito contente e saiu para levar
seu bebê para passear na mesma praça.
De longe viu um jovem rapaz bem triste, então ela se aproximou e perguntou se poderia sentar ao
lado dele, e ele consentiu com a cabeça.
- Por que está tão triste?
- Estou sem esperanças de achar um trampo.
- Entendo, está muito difícil mesmo, vou te dar uma dica, da
próxima vez que for procurar um emprego, tente estar mais preparado.
- A Senhora fala tão bem as “palavra”, queria saber falar
assim.
- É só ler bons livros e seu vocabulário vai expandir, e
saberá a hora certa de usar gírias e de falar sem elas, aprendi nos livros.
- Entendi, deve ser por isso que não me contrataram, a
empresa era muito louca! Daora! (...) Digo, as pessoas de lá falavam muito bem.
Foi aí que a moça
teve a ideia de emprestar o livro para o rapaz, quem sabe ele ficaria mais
motivado.
- Olha vou te empestar esse livro, sei que vai te ajudar.
A moça saiu da praça com seu bebê e o jovem rapaz ficou lendo
o livro, ele dava cada gargalhada.
Depois de algum tempo saiu dali bem confiante. Porém deixou o
livro lá.
Passaram-se alguns minutos um menino que era morador de rua,
vê o livro olha com muito cuidado, abre e ver algumas imagens, porém não sabe
ler, fica bastante triste, suspira.
- Ah como eu
queria saber ler.
Uma senhorinha
estava passado o menino pergunta se ela poderia ler para ele.
- Você está com fome?
- Sim, mas tô mais curioso pra saber pelo que tá escrito nesse livro.
- Claro, posso sim,
amo uma boa leitura!
A senhora leu todo o livro pra ele, percebeu que o garoto
estava muito emocionado, ele queria muito
saber ler, pois era uma história muito linda.
- Acho que todos os meninos da minha idade que vão à escola, leem
livros todos os dias a todo o tempo, eu queria ser como eles, queria tanto
saber ler e escrever.
- Aí é que você se engana, muitos nunca se quer conhecem o
prazer de uma boa leitura, muitos tem muita preguiça de ler qualquer coisa,
eles só pensam em celulares e jogos.
- Seria legal ter um celular também, mas meu sonho de ler
todo tipo de livro e ter uma casa bem grande pra ter uma biblioteca PRA MIM E
PARA TODOS QUE QUEIRAM LER.
- Que assim seja, promete que se você aprender a ler sempre
vai ler bons livro?
- Prometo, nunca vou
deixar de ler um livro, qualquer livro. – Vamos a uma escola agora. Disse
a senhora para o pobre menino sonhador. Ao qual saio da praça saltitando
de felicidade.
E deixaram o livro novamente no banco da praça.
10 minutos depois...
- Olha só meu livro que deixei cair. Disse uma moça bem
arrumada. (Foi ela quem havia deixado o livro cair no dia anterior, e a autora
do livro).
Ela lembrou do dia que estava triste, e ajudou um senhor ao
qual disse para ela bons conselhos, ao qual ela decidiu escrever um livro,
passou a cuidar melhor dos filhos, pois conseguiu arrumar um bom emprego e
contratar muitos jovens da periferia.
E com seu livro, passou a ajudar pessoas tristes a terem
alegria e ajudar aos outros assim como ela foi ajudada.
- Elisa