sexta-feira, 12 de abril de 2019

Minicontos





Bem preocupado, olhos marejados, pai entrega a mão da filha. Adeus pai!
- Elisa
Miniconto 56 letras


Já quase sem vida, olha a tela do celular que está escrito, volte logo.
- Elisa
Miniconto, 55 letras.







sexta-feira, 29 de março de 2019

O ciclo do livro





Elisa estava sentada num banquinho de praça e aparentemente estava muito triste, à sua direita uma moça passa correndo para pegar um ônibus.
- Motorista, hey motorista espere.
O motorista parou e ela correu mais depressa, deixando cair um livro de sua bolsa, bem rapidamente Elisa se levantou, e correu para pegar o livro e entregar a sua dona, porém já era tarde demais, a moça entrou dentro do ônibus, ao qual já havia fechado a porta.
Elisa olha para o livro o título era "As Aventuras de Robinlux", ela passou a lê-lo, então depois de alguns minutos lendo, não estava mais triste. Sentada ainda no banco da praça, viu um senhor com uma bengala, andando com dificuldade porém, por causa de uma pedra no caminho, se desiquilibrou e caiu, Elisa corre para ajudá-lo.
- O senhor está bem?
- Sim, muito obrigada minha jovem.
- Por nada, aprendi num livro que eu devo ter pelo menos 10 obrigadas por dia, agora só faltam 9.
E saiu feliz fazendo gentilezas. O senhor ficou feliz também e continuou sentando na praça e percebeu que a menina deixara o livro, ele então leu. Depois passou uma moça com um carrinho de bebê, o bebê porém estava aos berros, o Senhor bondoso aproximou- e disse.
- Seu bebê tão novinho e tão tristinho.
- O que o Senhor acha que devo fazer?
- Olha acabei de ler um livro muito interessante e aprendi uma coisa com ele, que devemos ajudar a quem quer que seja, leve o livro com a senhora e leia para a criança, aposto que ela vai adorar a história. Entrega o livro na mão da moça.
- Muito obrigada senhor, não sei nem como agradecer.
- Só precisa ler para seu filho.
A moça chegou em  casa, a noite o bebê continuou a chorar, a mãe então leu a historinha do livro que o senhor tinha dado a ela, e mamãe e filho amaram a historinha e enfim adormeceram.
      Na manhã seguinte, o bebê estava ótimo, a mamãe ficou muito contente e saiu para levar seu bebê para passear na mesma praça.
De longe viu um jovem rapaz bem triste, então ela  se aproximou e perguntou se poderia sentar ao lado dele, e ele consentiu com a cabeça.
- Por que está tão triste?
- Estou sem esperanças de achar um trampo.
- Entendo, está muito difícil mesmo, vou te dar uma dica, da próxima vez que for procurar um emprego, tente estar mais preparado.
- A Senhora fala tão bem as “palavra”, queria saber falar assim.
- É só ler bons livros e seu vocabulário vai expandir, e saberá a hora certa de usar gírias e de falar sem elas, aprendi nos livros.
- Entendi, deve ser por isso que não me contrataram, a empresa era muito louca! Daora! (...) Digo, as pessoas de lá falavam muito bem.

Foi aí que a moça teve a ideia de emprestar o livro para o rapaz, quem sabe ele ficaria mais motivado.
- Olha vou te empestar esse livro, sei que vai te ajudar.
A moça saiu da praça com seu bebê e o jovem rapaz ficou lendo o livro, ele dava cada gargalhada.
Depois de algum tempo saiu dali bem confiante. Porém deixou o livro lá.
Passaram-se alguns minutos um menino que era morador de rua, vê o livro olha com muito cuidado, abre e ver algumas imagens, porém não sabe ler, fica bastante triste, suspira.

- Ah como eu queria saber ler.

Uma senhorinha estava passado o menino pergunta se ela poderia ler para ele.
- Você está com fome?
- Sim, mas tô mais curioso pra saber  pelo que tá escrito nesse livro.

- Claro, posso sim, amo uma boa leitura!
A senhora leu todo o livro pra ele, percebeu que o garoto estava muito emocionado,  ele queria muito saber ler, pois era uma história muito linda.
- Acho que todos os meninos da minha idade que vão à escola, leem livros todos os dias a todo o tempo, eu queria ser como eles, queria tanto saber ler e escrever.
- Aí é que você se engana, muitos nunca se quer conhecem o prazer de uma boa leitura, muitos tem muita preguiça de ler qualquer coisa, eles só pensam em celulares e jogos.
- Seria legal ter um celular também, mas meu sonho de ler todo tipo de livro e ter uma casa bem grande pra ter uma biblioteca PRA MIM E PARA TODOS QUE QUEIRAM LER.
- Que assim seja, promete que se você aprender a ler sempre vai ler bons livro?

- Prometo, nunca vou deixar de ler um livro, qualquer livro. – Vamos a uma escola agora. Disse a senhora para o pobre menino sonhador. Ao qual saio da praça saltitando de felicidade.
E deixaram o livro novamente no banco da praça.

10 minutos depois...
- Olha só meu livro que deixei cair. Disse uma moça bem arrumada. (Foi ela quem havia deixado o livro cair no dia anterior, e a autora do livro).

Ela lembrou do dia que estava triste, e ajudou um senhor ao qual disse para ela bons conselhos, ao qual ela decidiu escrever um livro, passou a cuidar melhor dos filhos, pois conseguiu arrumar um bom emprego e contratar muitos jovens da periferia.

E com seu livro, passou a ajudar pessoas tristes a terem alegria e ajudar aos outros assim como ela foi ajudada.


- Elisa


domingo, 10 de março de 2019

As aventuras de Robinlux



Capítulo 2

Fugindo de um Pit bull furioso


Na manhã do dia seguinte a gatinha acordou e percebeu que seu mais novo amigo Robin, não estava lá, e seus filhotinhos estavam famintos e ela também.
Sem saber o que fazer, ela abandona a casa velha e seus filhotes e vai à procura de comida ao aproximar de uma casa muito bem construída ela passa por uma cerca, porém o que ela não esperava era  que um enorme Pit Bull aparecesse e começasse a latir impetuosamente, ela se assusta e sai correndo e se esconde atrás de uma escada, tenta subir ao telhado mas está com muito medo. Nesse instante o Pit Bull avança rosnando e latindo, ao redor da casa, atrás da gatinha, quando estava bem perto de acha-la surge Robin correndo como louco e latindo para o Pit Bull, com isso nossa gatinha consegue fugir atravessando o quintal e sai pelo mesmo lugar onde entrou.

- Porque está latindo no meu quintal? Está louco? Pergunta o Pit Bull furioso.
- Eu acho que vi um rato vindo nessa direção, e vim perseguindo ele,
- Rato! -exclamou o Pit Bull ainda mais bravo,- Eu estava prestes a dar um baita susto em uma gata velha e você tirou minha atenção.
- Desculpe não foi minha intenção. E saiu de fininho pelo mesmo lado em que viu de relance nossa gatinha saindo pela cerca.
Aproximando mais da casa velha ele vê a gatinha ainda ofegante e se aproxima.

- Por que você saiu de perto dos seus filhotes? É muito perigoso sair sozinha e ou deixá-los sozinhos. A Essa altura Robin já estava decepcionado e fatigado com a situação.
- Bom, estávamos com fome. – responde a gatinha ainda triste.
Nesse momento Robin teve outra ideia.
- Já volto respondeu ele energético.
Robin foi até a casa de seus donos pegou uma caixa de leite entre os dentes e levou até os gatinhos.
- Pronto agora eles estão bem alimentados e você, tem mais tempo para achar outra coisa pra comer.

 Ela sabia que não poderia tomar leite pois se tratava de uma gatinha adulta, precisava de outra coisa pra comer.

- Não sei como agradecer pelo que está fazendo por nós.
- Sabe sim, ficando aqui com eles enquanto eu vou atrás de comida.
- Mas você nem é um de nós, por que ajuda tanto? A gatinha intrigada com a situação não entendia ainda o motivo, acontece que Robin também não sabia o real motivo, ele só queria ajudar e não importava se seus novos amigos eram gatos ou cachorros, ele sabia que todos precisavam de ajuda.

Robin sai mais uma vez, dessa vez com uma missao mais importante, pegar comida para a gatinha que não a fizesse mal..



Elisangela Leite Amorim

sexta-feira, 8 de março de 2019

A mulher



A mulher independente bonita e até contente
A mulher atarefada, trabalha estuda, investiga 
De várias maneiras, várias técnicas para fazer as coisas com proeza
Tenta ser excelente em tudo que a pedem 
E se esquece de ser boa pra ela mesma.
As vezes até tenta, mas nunca está satisfeita.

Para sua alegria há um amor pra ela 
um amor que tudo sofre tudo suporta
Esse amor que excede qualquer entendimento
Faz com que seu coração apertado experimente
Uma vontade nova de viver

Agora ela ri, brinca e ri, sabe que é dependente
Dependente de um amor.
Uma pessoa que sofreu por ela
E por isso ela não precisa mendigar amor
Pra quem não sabe de sua trajetória.


Esse amor, essa pessoa é Jesus, 
Ela sabe que só nEle pode confiar
E por isso pode esperar o amor verdadeiro
De um homem terreno que também entenda o que é amar.





domingo, 24 de fevereiro de 2019

As aventuras de Robinlux


Capítulo 1

A chuva

Num dia muito chuvoso, Robin um cãozinho Dachshund, mais conhecido como  Salsicha e conhecido por toda a rua de baixo. Robin ouviu uns barulhos vindo de uma cabana velha, ele foi se aproximando, esse barulho era um miado de um gatinho, chegando mais perto ele ouviu vários miados, numa sinfonia harmônica, e ficando sob a duas patas empurrou a porta com as patas dianteiras, e viu bem no canto uma gatinha que acabara de dar a luz a 6 gatinhos.

- O que faz aqui? Perguntou a mamãe gata assustada.

- Eu ouvi um barulho e vim aqui ver o que era, vejo que precisa de ajuda, tem alguma coisa que eu possa fazer por vocês? 

Nosso herói olhou ao redor, viu a miséria e a escuridão do local, além de ver várias goteiras na telha da velha cabana, o local estava bastante úmido e fazia muito frio.

- Não preciso da ajuda de vocês. A gatinha não entendia por qual motivo um cãozinho estava falando com ela, já que são inimigos mortais desde muito anos atrás.

- Sério que você ainda pensa assim? Já volto. Respondeu o cãozinho. E num sobressalto saiu correndo pela porta, deixando a mamãe gata boquiaberta, sem saber o que estava acontecendo, apesar de estar estressada por tantos novos gatinhos ao seu redor, estava muito cansada para retrucar.

Depois de longos 10 minutos, Robin aparece junto com um trovão no que assustam os gatinhos, a mamãe gata revira os olhos. Robin estava com uma capa enorme em suas costas, no que virou um belo cobertor para os gatinhos.

- Está bastante frio, é bom descansar um pouco. Logo todos os gatinhos e a mamãe estavam em um outro cômodo da cabana mais limpo e mais seco, onde todos adormeceram ao som dos trovões e o barulho da chuva, ou quase todos, pois Robin estava sempre atento.

quarta-feira, 20 de fevereiro de 2019

Soy joven


Soy joven
E preciso descansar.

Soy joven
E eu sei que preciso estudar.
Caminhar, viajar, conhecer o mundo e estudar, mas...

Soy joven
E tudo que sinto é falta de esperança no trilhar.

Soy joven
E falta de sol nos dias nublados.

Soy joven
E tenho preguiça em meu futuro pensar

Soy joven
Falta amor  em quem prometeu nos dar.

Soy joven 
E também fraco, não sei por que falar.

soy joven 
E não sei por onde andar.

Soy joven
E quero viver sem me desesperar.

Soy joven
E não quero viver com esse vazio.

Soy joven 
E sinto que a qualquer momento eu vou falhar.

Soy joven
E não tenho em quem confiar.

Soy joven
Mas esperto, sei posso a volta por cima dar.
Elisa de 12 anos atrás

domingo, 17 de fevereiro de 2019

Relatos de uma quase cacheada

Inicio essa conversa com um aviso, a sociedade não está pronta para te ver mudar, querem te enquadrar no ideal delas, e não é bem assim! Pois bem.
Como diria Rita Lee " Um belo dia, resolvi mudar e fazer tudo que eu queria fazer..." Pelo menos tudo o que queria fazer com meu cabelo. Engano meu.

Parte 1- Resolvi cortar meu cabelo, mas cortar mesmo, num tamanho considerável, para tirar a parte química, ou boa parte. Cortei mas continuei usando a chapinha.
- Nossa porque você cortou? ( Porque eu quis)

- Eu preferia seu cabelo grande. (Então deixa o seu grande) ou (Eu não).

- Você fica mais bonita de cabelo grande, só estou sendo sincera. (Sim porque vai crescer e ficar lindo só porque você disse isso).

- O que seu marido achou de seu cabelo assim? (Se ele quiser cabelo grande é só deixar o dele crescer ué)

Entre outras coisas que não preciso relatar aqui, porém houve também elogios, e pessoas que ficaram caladas ( melhor assim, pra não falar besteira).

Parte 2 - Comprei creme para cabelos cacheados, lavei os, passei creme e saí.
- Nossa que linda cacheada. ( Quase né amica, falta muito ainda)
- Nossa por que você não faz uma chapinha?
- Por que você não usa aqueles produtos pra cachear?
- Por que você não passa creme?
- Porque você não mudou aos poucos?
- Por que você não assiste tutorial no YouTube pra fazer ele voltar a ser cacheado?
- Nossa eu preferia liso.
- Você não sente falta do liso?

A questão aqui é que, por trás de uma moça semi - cacheada, há uma luta, não contra a sociedade, mas contra ela mesma, a luta é pra quebrar sofismas que implantaram na mente dela que ela quer quebrar, que ela quer superar, mas há pessoas que não sabem disso e não buscam saber, e nesse processo até agora ninguém me perguntou se eu estava fazendo tudo quanto tem que fazer para recuperar os cachos, ou sobre oferecer ajuda.

Então se não sabe fazer um elogio, não diga nada. Deixa as cacheadas serem cacheadas e as lisas serem lisas.
Continuamos na luta meninas, somos lindas da forma que queremos usar nossos cabelos. Que nada tire nossa paz e nossa paciência.

- Elisa




Sobre Alienação Hello, Hello, caros leitores, faz muito tempo que não dou as caras por aqui, a vida teve umas revira voltas e eu tenho pensa...